Prezados Clientes, Acionistas e Colaboradores,
Em 2025 verificou-se um crescimento moderado da economia global. O Fundo Monetário Internacional (FMI), no seu World Economic Outlook update de janeiro de 2026 estima um crescimento da economia mundial de 3,3% em 2025, em linha com o registado em 2024.
O contexto internacional continuou marcado por tensões geopolíticas e comerciais, pelo reforço de medidas protecionistas bem como pelos riscos associados às alterações climáticas, evidenciando um ambiente crescente de incertezas e complexidade.
A nível nacional, a economia continuou muito condicionada pela conjuntura externa, tendo em conta a dependência da atividade turística, das remessas dos emigrantes, e da importação de bens essenciais, a par dos condicionalismos resultantes da vulnerabilidade a choques climáticos internos.
Depois do crescimento de 7,2% verificado em 2024, alicerçado sobretudo na dinâmica do turismo e do consumo privado, o Banco de Cabo Verde (BCV) no Relatório de Politica Monetária de outubro de 2025, projeta um crescimento de 5,5% para 2025, reflexo de um contributo mais moderado da procura interna, bem como de uma evolução menos favorável da procura externa líquida.
Para 2026 as perspetivas apontam para um crescimento mais moderado da economia nacional, à volta de 4,8%, ainda que condicionado pela permanência de alguns riscos associados à evolução da conjuntura internacional, nomeadamente as incertezas em torno da política comercial, eventual abrandamento da procura externa e potencial agravamento dos preços superior ao previsto- cenário que ganhou maior probabilidade com o eclodir da guerra no Irão e as restrições à circulação no estreito de Ormuz, com impacto sobre os preços do petróleo e da energia.
Num contexto de desaceleração do ritmo de crescimento da economia nacional, o BCA continuou a evidenciar resiliência e capacidade de adaptação, mantendo indicadores de desempenho bastante favoráveis.
Os Resultados Líquidos atingiram os 2.292.046.066 CVE evidenciando um crescimento de 8,9% face a 2024. Esta evolução foi sustentada principalmente pela evolução muito positiva do Produto Bancário (+9,5%/+409,8 mil contos), com destaque para a boa performance da Margem Financeira (+9,5%/+320,4 mil contos), complementada por um crescimento de 9,4% (+89,4 mil contos) da Margem Complementar.
Os Custos Operativos mantiveram-se controlados, com um crescimento de 2,3%. Essa moderação, quando conjugada com a evolução favorável do Produto Bancário, conduziu a uma redução do rácio Cost-to-Income de 48,7% em 2024 para 45,5% em 2025, evidenciando uma clara melhoria dos níveis de eficiência operacional.
Relativamente às Imparidades, verificou-se uma variação de +141,8 mil contos face a 2024, mantendo-se contudo no campo das reversões líquidas (-183,9 mil contos em 2024 e -42,1 mil contos em 2025), reflexo da melhoria consistente dos indicadores de qualidade do crédito, verificada nos últimos anos.
A carteira de Crédito Normal registou o melhor crescimento dos últimos 14 anos, com um aumento de 4,7%, cerca de 1.763 mil contos, alicerçado sobretudo no crédito aos particulares.
O Crédito Vencido continuou, pelo 4º ano consecutivo, a apresentar trajetória descendente, evidenciando uma redução de 7,9% (-171 mil contos). Em consequência, o rácio de crédito vencido decresceu de 5,1% em 2024 para 4,6% em 2025, refletindo a boa qualidade da carteira de crédito do Banco.
Do lado dos Recursos de Clientes, registamos um crescimento robusto de 7,3%, correspondendo a um adicional de 6.284 mil de contos na carteira, reforçando ainda mais a sólida situação de liquidez do BCA e testemunhando a confiança dos clientes.
Continuámos igualmente a reforçar a nossa solidez, com os Capitais Próprios a atingirem os 11.752 mil contos, representando um crescimento de 6,2% face ao ano de 2024 e um rácio de solvabilidade próximo de 30%.
A rentabilidade dos Capitais Próprios (ROE) continuou num nível elevado, melhorando ligeiramente de 19% em 2024 para 19,5% em 2025.
Ao longo de 2025, continuámos a investir na modernização tecnológica, na inovação e transformação digital e no reforço da eficiência, dando continuidade ao processo de preparação do Banco para os desafios do futuro. Prosseguimos com a modernização dos canais digitais e dos meios de pagamento, o reforço da segurança e da continuidade operacional, a capacitação e o desenvolvimento dos nossos colaboradores, bem como a sistematização de nossa estratégia de sustentabilidade e responsabilidade social.
Os resultados alcançados pelo BCA em 2025 refletem o profissionalismo, a dedicação e o compromisso dos colaboradores, que continuam a afirmar-se como um dos principais ativos do Banco.
Ao longo de mais de três décadas, o BCA consolidou uma cultura assente na confiança, transparência, rigor, integridade e sentido de responsabilidade, valores que permanecem no centro da sua atuação e que continuarão a orientar esta nova etapa da instituição.
Ciente de que o crescimento sustentável do Banco depende da qualidade do seu capital humano, o BCA continuará a investir na valorização e capacitação dos seus colaboradores, reconhecendo que equipas qualificadas, motivadas e alinhadas com a visão estratégica da instituição constituem um fator essencial para reforçar a inovação, elevar a qualidade do serviço prestado e sustentar o crescimento futuro do Banco.
A conclusão do processo de entrada da Coris Holding no capital do BCA, com a aquisição de 59,81% do capital social do BCA em janeiro de 2026, marca o início de uma nova fase de crescimento e reforço das capacidades do Banco, preservando a sua identidade e experiência. Esta nova etapa cria condições para acelerar a modernização tecnológica, reforçar a segurança e a eficiência operacional, aprofundar a qualidade de serviço e a proximidade aos clientes, permitindo o reforço do posicionamento de liderança do BCA no mercado cabo-verdiano.
A confiança dos clientes continua a ser o principal alicerce da trajetória do BCA e um fator determinante para os resultados alcançados em 2025. O Banco continuará focado na melhoria da experiência dos clientes, no reforço da capacidade de resposta, na simplificação de processos e no aprofundamento da proximidade às famílias, empresas e à diáspora cabo-verdiana.
A boa performance do BCA em 2025 reforça a confiança do mercado na solidez financeira, na rentabilidade e nas perspetivas futuras do Banco. Neste contexto, a Administração irá propor à Assembleia Geral a manutenção da política de distribuição de dividendos relativos ao exercício de 2025.
Na sequência da aquisição da participação maioritária no capital do BCA, a Coris Holding deu igualmente início, nos termos legais aplicáveis, a uma Oferta Pública de Aquisição sobre as restantes ações ordinárias do Banco, mantendo, contudo, a intenção de preservar o BCA como uma sociedade aberta e cotada em bolsa e de assegurar a continuidade do seu atual modelo societário.
Estamos confiantes de que esta nova etapa permitirá ao BCA reforçar a sua capacidade de resposta aos desafios do futuro, preservando os valores de confiança, solidez e rigor que têm marcado o seu percurso, reforçando proximidade e continuando a contribuir ativamente para o desenvolvimento sustentável de Cabo Verde.
Herminalda Modesto Rodrigues (Presidente da CE) | Gilberto Hernesto de Barros (Presidente do CA)
Em 2025 verificou-se um crescimento moderado da economia global. O Fundo Monetário Internacional (FMI), no seu World Economic Outlook update de janeiro de 2026 estima um crescimento da economia mundial de 3,3% em 2025, em linha com o registado em 2024.
O contexto internacional continuou marcado por tensões geopolíticas e comerciais, pelo reforço de medidas protecionistas bem como pelos riscos associados às alterações climáticas, evidenciando um ambiente crescente de incertezas e complexidade.
A nível nacional, a economia continuou muito condicionada pela conjuntura externa, tendo em conta a dependência da atividade turística, das remessas dos emigrantes, e da importação de bens essenciais, a par dos condicionalismos resultantes da vulnerabilidade a choques climáticos internos.
Depois do crescimento de 7,2% verificado em 2024, alicerçado sobretudo na dinâmica do turismo e do consumo privado, o Banco de Cabo Verde (BCV) no Relatório de Politica Monetária de outubro de 2025, projeta um crescimento de 5,5% para 2025, reflexo de um contributo mais moderado da procura interna, bem como de uma evolução menos favorável da procura externa líquida.
Para 2026 as perspetivas apontam para um crescimento mais moderado da economia nacional, à volta de 4,8%, ainda que condicionado pela permanência de alguns riscos associados à evolução da conjuntura internacional, nomeadamente as incertezas em torno da política comercial, eventual abrandamento da procura externa e potencial agravamento dos preços superior ao previsto- cenário que ganhou maior probabilidade com o eclodir da guerra no Irão e as restrições à circulação no estreito de Ormuz, com impacto sobre os preços do petróleo e da energia.
Num contexto de desaceleração do ritmo de crescimento da economia nacional, o BCA continuou a evidenciar resiliência e capacidade de adaptação, mantendo indicadores de desempenho bastante favoráveis.
Os Resultados Líquidos atingiram os 2.292.046.066 CVE evidenciando um crescimento de 8,9% face a 2024. Esta evolução foi sustentada principalmente pela evolução muito positiva do Produto Bancário (+9,5%/+409,8 mil contos), com destaque para a boa performance da Margem Financeira (+9,5%/+320,4 mil contos), complementada por um crescimento de 9,4% (+89,4 mil contos) da Margem Complementar.
Os Custos Operativos mantiveram-se controlados, com um crescimento de 2,3%. Essa moderação, quando conjugada com a evolução favorável do Produto Bancário, conduziu a uma redução do rácio Cost-to-Income de 48,7% em 2024 para 45,5% em 2025, evidenciando uma clara melhoria dos níveis de eficiência operacional.
Relativamente às Imparidades, verificou-se uma variação de +141,8 mil contos face a 2024, mantendo-se contudo no campo das reversões líquidas (-183,9 mil contos em 2024 e -42,1 mil contos em 2025), reflexo da melhoria consistente dos indicadores de qualidade do crédito, verificada nos últimos anos.
A carteira de Crédito Normal registou o melhor crescimento dos últimos 14 anos, com um aumento de 4,7%, cerca de 1.763 mil contos, alicerçado sobretudo no crédito aos particulares.
O Crédito Vencido continuou, pelo 4º ano consecutivo, a apresentar trajetória descendente, evidenciando uma redução de 7,9% (-171 mil contos). Em consequência, o rácio de crédito vencido decresceu de 5,1% em 2024 para 4,6% em 2025, refletindo a boa qualidade da carteira de crédito do Banco.
Do lado dos Recursos de Clientes, registamos um crescimento robusto de 7,3%, correspondendo a um adicional de 6.284 mil de contos na carteira, reforçando ainda mais a sólida situação de liquidez do BCA e testemunhando a confiança dos clientes.
Continuámos igualmente a reforçar a nossa solidez, com os Capitais Próprios a atingirem os 11.752 mil contos, representando um crescimento de 6,2% face ao ano de 2024 e um rácio de solvabilidade próximo de 30%.
A rentabilidade dos Capitais Próprios (ROE) continuou num nível elevado, melhorando ligeiramente de 19% em 2024 para 19,5% em 2025.
Ao longo de 2025, continuámos a investir na modernização tecnológica, na inovação e transformação digital e no reforço da eficiência, dando continuidade ao processo de preparação do Banco para os desafios do futuro. Prosseguimos com a modernização dos canais digitais e dos meios de pagamento, o reforço da segurança e da continuidade operacional, a capacitação e o desenvolvimento dos nossos colaboradores, bem como a sistematização de nossa estratégia de sustentabilidade e responsabilidade social.
Os resultados alcançados pelo BCA em 2025 refletem o profissionalismo, a dedicação e o compromisso dos colaboradores, que continuam a afirmar-se como um dos principais ativos do Banco.
Ao longo de mais de três décadas, o BCA consolidou uma cultura assente na confiança, transparência, rigor, integridade e sentido de responsabilidade, valores que permanecem no centro da sua atuação e que continuarão a orientar esta nova etapa da instituição.
Ciente de que o crescimento sustentável do Banco depende da qualidade do seu capital humano, o BCA continuará a investir na valorização e capacitação dos seus colaboradores, reconhecendo que equipas qualificadas, motivadas e alinhadas com a visão estratégica da instituição constituem um fator essencial para reforçar a inovação, elevar a qualidade do serviço prestado e sustentar o crescimento futuro do Banco.
A conclusão do processo de entrada da Coris Holding no capital do BCA, com a aquisição de 59,81% do capital social do BCA em janeiro de 2026, marca o início de uma nova fase de crescimento e reforço das capacidades do Banco, preservando a sua identidade e experiência. Esta nova etapa cria condições para acelerar a modernização tecnológica, reforçar a segurança e a eficiência operacional, aprofundar a qualidade de serviço e a proximidade aos clientes, permitindo o reforço do posicionamento de liderança do BCA no mercado cabo-verdiano.
A confiança dos clientes continua a ser o principal alicerce da trajetória do BCA e um fator determinante para os resultados alcançados em 2025. O Banco continuará focado na melhoria da experiência dos clientes, no reforço da capacidade de resposta, na simplificação de processos e no aprofundamento da proximidade às famílias, empresas e à diáspora cabo-verdiana.
A boa performance do BCA em 2025 reforça a confiança do mercado na solidez financeira, na rentabilidade e nas perspetivas futuras do Banco. Neste contexto, a Administração irá propor à Assembleia Geral a manutenção da política de distribuição de dividendos relativos ao exercício de 2025.
Na sequência da aquisição da participação maioritária no capital do BCA, a Coris Holding deu igualmente início, nos termos legais aplicáveis, a uma Oferta Pública de Aquisição sobre as restantes ações ordinárias do Banco, mantendo, contudo, a intenção de preservar o BCA como uma sociedade aberta e cotada em bolsa e de assegurar a continuidade do seu atual modelo societário.
Estamos confiantes de que esta nova etapa permitirá ao BCA reforçar a sua capacidade de resposta aos desafios do futuro, preservando os valores de confiança, solidez e rigor que têm marcado o seu percurso, reforçando proximidade e continuando a contribuir ativamente para o desenvolvimento sustentável de Cabo Verde.
Herminalda Modesto Rodrigues (Presidente da CE) | Gilberto Hernesto de Barros (Presidente do CA)